Universidade do Namibe prepara abertura de cursos de mestrado
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Universidade do Namibe prepara abertura de cursos de mestrado

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Vanilson António
11 de abril de 20264 visualizações

A Universidade do Namibe prevê lançar, no próximo ano académico, três cursos de mestrado, uma aposta estratégica para elevar a qualidade do Ensino Superior na província e fortalecer a investigação científica aplicada.

A informação foi avançada, segunda-feira, pelo reitor da instituição, Alfredo Muacahila, durante a apresentação dos resultados da avaliação externa realizada pelo Instituto Nacional de Avaliação, Acreditação e Reconhecimento de Estudos do Ensino Superior (INAAREES). Segundo o responsável, a criação dos programas de pós-graduação representa um passo decisivo para consolidar os três pilares fundamentais da instituição, que são ensino, investigação e extensão universitária, ainda condicionados por constrangimentos estruturais e pela limitada qualificação do corpo docente. Alfredo Muacahila explicou que estão em curso acções para viabilizar o arranque dos primeiros cursos de mestrado, com maior enfoque para a área das Ciências da Educação, de forma a responder às exigências do sistema nacional e aumentar a oferta de formação avançada de quadros na região. O plano, disse, integra, igualmente, a reestruturação de alguns cursos de licenciatura, entre os quais o de Recursos Marinhos, actualmente em processo de descontinuação, que deverá dar lugar a um programa de mestrado. A Universidade do Namibe conta com mais de cinco mil estudantes distribuídos por quatro unidades orgânicas, mas enfrenta desafios relacionados com o reduzido número de docentes doutorados e investigadores, situação que limita a capacidade de produção científica e o desenvolvimento qualitativo da instituição. No âmbito da avaliação externa, dos 20 cursos existentes na universidade, 17 foram analisados pelo INAAREES, 14 dos quais obtiveram acreditação, correspondendo a 82 por cento do total, resultado que, segundo o reitor, reflecte o nível de qualidade que a instituição tem vindo a consolidar. Contudo, três cursos, como Ensino da Física, Matemática e Química, não foram acreditados, ficando temporariamente impedidos de admitir novos estudantes até à resolução das insuficiências apontadas. O diagnóstico do órgão regulador destacou fragilidades transversais no Ensino Superior público, como currículos desajustados ao mercado de trabalho, insuficiente investimento institucional e debilidades nos principais indicadores de qualidade. Apesar disso, Alfredo Muacahila considerou os resultados obtidos alinhados com a realidade nacional, defendendo maior empenho colectivo para elevar o desempenho institucional e alcançar classificações superiores nas próximas avaliações.